segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Entendendo Conteúdo - 1º Parte - Dado

Para começarmos o entendimento de Gestão de Conteúdo devemos antes de qualquer coisa entender o que é conteúdo. Para isso vamos fazer um entendimento rápido de algumas formas de comunicação como dado, informação e conteúdo.

Nessa primeira parte iremos ver as características dos dados.

Dado

Setzer (2007) define dado com sendo “uma seqüência de símbolos quantificados ou quantificáveis”.

Nesta mesma linha Souza (2007) e Leles (2007) definem dados como “fatos em sua forma primária”. Representa as coisas do mundo, como nome de um empregado e número de horas trabalhadas.

De uma forma mais abrangente Fonseca e Fidalgo (2007) definem dado como “fatos registrados, e que têm um significado implícito, sobre fenômenos do mundo real”. Sendo esses fatos registrados uma “gravação em código adequado de uma observação, de um objeto, de um fenômeno” e “utilizados para transmitir, armazenar e deduzir informações”.

Segundo a conceituação de Fonseca e Fidalgo (2007) os dados surgem de influencias externas, através de fenômenos e objetos e de forma desorganizada. Após uma estruturação por percepção, que é a transformação da percepção em seqüência de símbolos que podem ser quantificados, o dado está pronto para ser utilizado.

Seguindo esses conceitos um texto, uma imagem ou um som é um dado, porque eles por si só não têm significado claro. Qualquer pessoa que tiver acesso a esse dado pode tirar uma conclusão ou mesmo chegar a nenhuma conclusão.

Um exemplo de dado seria a colocação de um valor: “2006”. Qualquer pessoa poderia chegar à conclusão que estamos nos referindo ao ano de 2006 ou sobre o valor de alguma mercadoria ou a nenhuma conclusão. O valor 2006 não deixa claro o seu significado sendo visto isoladamente.

Outro exemplo seria disponibilizar um dado isoladamente em um site, ele não atingiria as expectativas esperadas, pois as pessoas que fossem acessar o dado não iriam entender o significado.

Fonseca e Fidalgo (2007) afirmam que os registros de dados possuem duas características: “um meio de comunicação” que é a forma como o dado é estruturado como, por exemplo, uma figura ou uma linguagem e “um meio de armazenamento” que é forma como o dado é registrado como, por exemplo, pedra, papel ou bits.

Um dos mais famosos e mais utilizados meios de armazenamento de dados que existe são os SGDB, ou Sistema Gerenciador de Bando de Dados, que muitos deles vêem com diversas funcionalidades, mas que a principal delas continua sendo a de manter “coleção de dados inter-relacionados” ou “conjunto de dados estruturados que são confiáveis, coerentes e compartilhados por usuários que têm necessidade de informações diferentes” (Fonseca e Fidalgo, 2007).

Fontes:
FONSECA, Fernando & FIDALGO, Robson. Gerenciamento de Dados e Informação. Disponível em: http://www.cin.ufpe.br/~if685/Introducao_arquivos/frame.htm. Acesso em 22 junho 2007.
LELES, Andrea D. de. Sistemas de Informação. Disponível em: http://www.sypnet.com.br/content/view/25/2/. Acesso em 22 junho 2007.
SETZER, Valdemar W. Dado, Informação, Conhecimento e Competência. Disponível em: http://www.inf.pucrs.br/~gilberto/Sistemadeinformacao/dado-competencia.pdf. Acesso em 01 mar 2007.
SOUZA, Reginaldo Ferreira de. Introdução aos Sistemas de Informação. Disponível em: http://www.dcc.ufla.br/~monserrat/icc/SI%20Reginaldo.ppt. Acesso em 22 junho 2007.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Problemas para a Gestão de Conteúdo

Já faz um bom tempo que as empresas estão se deparando com o problema de como gerenciar a quantidade de informação que chegam até elas e que são produzidas por elas mesmas. Esse quadro piora ainda mais para empresas que utilizam essas informações como fonte de receita, como por exemplo, o Portal Terra, UOL, Globo e tantas outras empresas que estão no mercado, pois quanto mais confiáveis e rápida for à publicação da informação mais usuários irá atrair.

O volume de informação aumenta muito a cada dia que passa o que faz com que as empresas tenham que disponibilizar esse conteúdo cada vez mais rápido e de forma organizada.

Além das empresas terem que se preocupar com os conteúdos gerados por elas. Agora elas têm que ser preocupar em gerenciar os conteúdos enviados pelos os consumidores. Um bom exemplo dessa situação são os chamados 'conteúdos colaborativos' que são conteúdos inseridos pelos próprios consumidores do conteúdo. São comentários deixados em blogs e em notícias, áreas como o "vc repórter" no Portal Terra, criado exclusivamente para que os usuários do portal ajudem no cadastro de novas notícias, fóruns de discussão, enciclopédias eletrônicas como a Wikipédia que é uma enciclopédia livre que é construída por milhares de colaboradores de todo o mundo, sites de relacionamentos como Orkut, Facebook e tantos outros site em que o conteúdo é composto por colaboração dos próprios usuários.

Quando pessoas se deparam com esse tanto de informação e conteúdo ao seu dispor entrar em outro grande problema que é a organização do conteúdo. Normalmente elas colocam para funcionar os seus 'filtros' para definir o que realmente lhes interessa. Uma pessoa que não tem interesse em engenharia dificilmente irá ler um livro ou artigo sobre esse assunto, pois sabe que essa informação não lhe servirá muito para o seu dia-a-dia e que irá entender muito pouco sobre o que está sendo dito.

As empresas deveriam agir do mesmo modo como as pessoas agem. Filtrar, mas com muito mais rigor. As empresas são compostas basicamente de pessoas e cada uma tem um ponto de vista diferente como, para aonde a empresa deve convergir, aonde ela deve chegar, quais são as suas prioridades e tantos outros pontos de divergência. Para resolver esse tipo de problema grande parte das empresas definem em sua criação a sua missão e sua visão definindo assim o foco e objetivos que a empresa seguirá.


Assim como as empresas e as pessoas, ao pensar em aplicar a Gestão de Conteúdo nós remete a uma série de dúvidas e para algumas delas a definição dos objetivos da empresa auxilia nas respostas:

• O que é conteúdo para a empresa?
• Qual o objetivo desse conteúdo para a empresa?
• Quanto esse tipo de conteúdo é importante para a empresa?
• Quem são os meus clientes?
• O que a empresa quer passar para seu cliente?
• Como organizar e gerenciar esse conteúdo?
• Qual o grau de gerência para cada tipo de conteúdo?

Essas e outras dúvidas deveriam ser respondidas antes de qualquer outro passo do processo de Gestão de Conteúdo, mas não é isso que tem ocorrido.

Hoje em dias existe no mercado diversos sistema de gestão de conteúdo, são os chamados CMS, Content Management System, com as mais diversas funcionalidades, desde simples gestão de conteúdo até alguns que possuem robustos sistemas de workflow. Os problemas enfrentados pelas organizações são: “Quais são as minhas necessidades de gestão do conteúdo e qual dessas ferramentas atende a essas necessidades?”.

Normalmente as empresas tomam como primeiro passo para iniciar um processo de Gestão de Conteúdo a escolha de uma ferramenta, isso sem ao menos saber o que é conteúdo para elas. Algumas empresas chegam a investir milhares de reais em ferramentas de Gestão de Conteúdo sem nem mesmo saber quais são suas reais necessidades. Depois da ferramenta adquirida elas se deparam com a seguinte dúvida: “O que irei gerenciar mesmo?”. Sem nenhum conhecimento começam a armazenar todo tipo de “lixo” dentro da ferramenta, gastando valiosos recursos da mesma com dados que não serão aproveitados por ninguém.

Após algum tempo, a ferramenta começa a fica sobrecarregada de tanto “lixo” que começa a apresentar os primeiros problemas e normalmente são os usuários finais que percebem isso primeiro. Passam a reclamar sobre a performance do gerenciador e pioram a situação quando falam que a ferramenta não funciona corretamente.

Isso é um apenas um exemplo de como a maioria das empresas começa a sua trajetória na Gestão de Conteúdo. A maioria tenta resolver seus problemas apenas adquirindo um sistema. Uma ferramenta, sem uma análise profunda do problema a ser solucionado, pode não resolver tudo. Por mais que ela seja robusta, de fácil utilização e que tenha muitas funcionalidades disponíveis, se for utilizada de forma errada pode-se tornar um problema maior do que o fato de não possuí-la.


Esse problema se agrava ainda mais pela falta de um processo ou modelo de Gestão de Conteúdo.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Início dos Trabalhos na Gestão de Conteúdo

Comecei a trabalhar com Gestão de Conteúdo em 2004 e desde então esse assunto não saiu da minha vida.

O maior desafio sobre "Content Management" apareceu quando um professor da pós-graduação sugeriu que eu falasse sobre o assunto na minha monografia. Estou tentando terminar elas, monografia e pós, até hoje. :(

O desafio foi um pouco maior do que "simplesmente" falar de Gestão de Conteúdo. Foi criar uma metodologia para aplicar a Gestão de Conteúdo que é o maior problema encontrado na aplicação desse conceito.

Aceitei o desafio achando que seria simples de se fazer, principalmente pelo fato de trabalhar com o assunto quase todos os dias, e para minha grande surpresa vi que o assunto é bem mais amplo, complexo e tratado com grande importância.

É um assunto que aparenta ser muito simples. Compra-se ou implementa-se uma aplicação para gerenciar o conteúdo produzido e pronto, está resolvido o problema, mas após encher a aplicação de tanta informação inútil começa a aparecer os problemas para gerenciar.

Grande parte dos problemas ocorre pelo simples fato de não ter sido feito um planejamento prévio.

Esses e outros assuntos que pretendo discutir e apresentar nesse blog.

Abraço e mãos-a-obra.